24 de janeiro de 2012

Dia do Quadrinho Nacional em Fortaleza

Cartaz do DQN 2012.


Já posso dizer que virou tradição, né?

Nesse sábado, dia 28, acontece a comemoração do Dia do Quadrinho Nacional em Fortaleza, na Gibiteca de Fortaleza, uma iniciativa do Fórum de Quadrinhos do Ceará. O evento vai ser marcado por uma série de atividades e vem se mostrando como o principal encontro de profissionais de quadrinhos do estado. Estarei participando de uma mesa na qual comento dois lançamentos meus recentes: Rafaga - Volume 1 e a coletânea Quadrinhos em História. Em paralelo, no Centro de Convenções de Fortaleza, a galera do FCNB realiza o SANA FEST 2012, abrindo pela primeira vez um espaço exclusivo para a cultura nerd em geral, batizado singelamente de Comicon Fortaleza, que também tem quadrinhos em sua programação. Segue então a dica do Zé: vá ao DQN na Gibiteca no sábado e confira a Comicon Fortaleza no domingo. ;)




Cartaz da Comicon Fortaleza.

19 de janeiro de 2012

O caso do Monstro do Ártico



Página 1
Quadro 1 – Essa primeira página poderia ficar interessante se mostrássemos apenas quadros horizontais. Nesse primeiro quadro, vemos os pés de dois jovens correndo sobre uma superfície grossa de neve. Os jovens usam grossas roupas de proteção contra o frio, típicas da época da história (virada do século XVIII para o século XIX)*. A neve se espalha violentamente com o impacto da corrida e percebe-se que o vento está bastante agitado.

TEXTO
“Essa é a história de como conheci Abe.

TEXTO
“15 de fevereiro de 1846. A tripulação do Erebus segue em direção ao sul noves meses após o naufrágio.”



Breve...

4 de dezembro de 2011

Não fecha a conta ainda...

Capa da coletânena Quadrinhos em História, por Salu Santos.

2011 foi um ano de muitos lançamentos. Pra completar a lista, foi lançada no dia 19 de novembro a coletânea Quadrinhos em História, pelo selo Literarte (Editora Multifoco). O produto final tem um acabamento muito bonito, com orelhas na capa e lombada quadrada. Bacana mesmo! Contando com trabalhos de autores do todo país, o livro conta com as histórias em quadrinhos:

- Um novo começo, de Alberto Pessoa;
- Cecília, de Alex Mir e Elthz;
- Coelho branco, de Bräo;
- Maria da Penha, de Brenno Dias e Denis Mello;
- Olho de peixe, de Daniel Magalhães;
- 12 Problemas Bucais de Hércules, de Denny Chang;
- Infância, de Mariângela Padilha e Rafael Pereira;
- Chuvas negras, de Renato Gaion e Marcelo Capanema;
- O evangelho do infanticida, de Valter do Carmo Moreira e Francisco Elber;
- Covardia, de Zé Wellington e André Pinheiro.
- Joaquina pede água, de Jana Lauxen, Sueli Mendes e Sérgio Chaves.

Quem quiser adquirir a sua, é só visitar a Dimensão Paralela, lojinha virtual que coloquei no ar para vender meus trabalhos. Não deixe de conhecer!

A Sobre o Fim volta à Fortaleza em dezembro, para um show no Mocó Estúdio.
 
Ah, e a Sobre o Fim tem dois shows marcados para esse mês de dezembro. No dia 10 próximo a gente toca em Fortaleza, no Mocó Estúdio (próximo ao antigo Hey Ho Rock Bar), com uma porrada de bandas (veja o cartaz acima). E no dia 29 faremos um show aberto no Anfiteatro da Margem Esquerda, em Sobral, na já tradicional homenagem ao eterno Maluco Beleza, realizada pelo Raulseixista Fã Club . Nesse dia nos acompanham as bandas Black Old Cats e Aneurisma. É pra virar o ano batendo cabeça!

2 de novembro de 2011

Minha bagagem para o FIQ

Rafaga - Volume 1: Quando se posicionam os peões, capa de Walter Geovani e Alê Starling.

Na semana que vem acontece o FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, o mais respeitado evento de quadrinhos do Brasil, que acontece de 9 a 13 de novembro na capital mineira. E com muita satisfação estarei indo pela primeira vez ao festival, representando o Fórum de Quadrinhos do Ceará (junto ainda com Luís CS, Geraldo Borges, Diego José e Marcus Rosado). Não dá pra chegar num evento assim de mãos abanando, certo? Além de levar algumas edições do Gattai Zine, estarei com dois quadrinhos novos no espaço do Fórum.

O primeiro título (cuja capa ilustra este post) é Rafaga - Volume 1: Quando os peões se posicionam, compilação das três primeiras partes da história que criei junto com Demétrio Braga. Rafaga mistura fantasia medieval, vampiros e anjos. Você pode conferir um preview e garantir sua edição na pré-venda da Loja Quadrix. A capa é de Walter Geovani, com cores de Alê Starling.

Estarei levando também GOSTO RUIM, um fanzine com duas histórias curtas minhas, desenhadas por Sílvio dB e Paulo Fernando. Com o Sílvio, publico Overclock Jack: Teia de Conspirações, uma prévia de uma webcomic (seguida de uma graphic novel) que pretendemos publicar em 2012. Coisa fina. Já com o Paulo, apresento Taverna do Angus, uma improvável ficção científica na era medieval sobre um bar, um ambiente recorrente nas histórias que escrevo, seja para literatura, seja para quadrinhos. Como este mesmo lugar pode estar em tantas histórias diferentes? GOSTO RUIM não estará disponível para venda, pois estarei com um número mínimo de exemplares. A ideia é distribuí-la para alguns editores e convidados. Mas se você quiser uma, deixa um comentário aí embaixo e a gente conversa.

Taverna do Angus, roteiro de Zé Wellington e arte de Paulo Fernando.
Overclock Jack: Teia de conspirações, roteiro de Zé Wellington e arte de Sílvio dB.



E se você vai estar no FIQ também, aparece na mesa individual do Fórum de Quadrinhos do Ceará e vamos conversar!

24 de agosto de 2011

Agitos

Cartaz do IX Pró Cultura.


Nas próximas semanas tem "agitos" legais!

Dia 3 de setembro a Sobre o Fim toca no Pró Cultura, festival tradicionalíssimo em Fortaleza, que vai chegando a sua 9ª edição. Vai ser no Cuca Che Guevara, em Fortaleza, e é GRATUITO.


Cartaz do FAMS EXTRA.

Já no dia 10 de setembro rola no IFCE de Sobral (antigo CENTEC) o FAMS EXTRA, evento com uma extensa programação voltada para os amantes de animês e mangás e outras artes relacionadas. Entre as atrações estão as oficinas de desenho do meu grupo de quadrinhos, o Grupo Gattai, que assume também uma área de exposição de trabalhos de artistas sobralenses, caricaturas e venda de quadrinhos independentes. A entrada é apenas 1 kg de alimento não perecível.

Vale ainda deixar o convite para o DIA D RPG, evento de RPG que acontece em diversas cidades ao mesmo tempo e pela primeira vez é realizado em Sobral, também no IFCE, no dia 11 de setembro (dia seguinte ao FAMS EXTRA, como programação complementar do evento). Se você não sabe o que é RPG lá é um bom lugar para aprender.

Encontro você por lá.

4 de julho de 2011

Avarento!

Capa da antologia VII Demônios - Avareza, da Editora Estronho.
Mais uma antologia sai com meu nome, provavelmente ainda esse ano. Trata-se de mais um livro da Editora Estronho. A coleção VII Demônios é formada por sete livros de contos, cada um sobre um pecado capital. Entrarei no volume dedicado à Avareza. Conheça todos os autores deste volume: Chico Pascoal (Os doze apóstolos), Erivelton Clarindo Gomes (O tesouro do Mão Furada), Fábio D´Oliveira (Pérfido), Felipe Castilho (O dono da rua), Ghad Arddhu (Segredos sob a Égide de Mercúrio), Lemos Milani (A maleta preta), Luciano Milici (Academia inferno), Raphael Montes (O porquinho de porcelana da vovó), Rodolfo Santos (É tudo meu), Thiago Vieira (Sua Bethânia), Valentina Silva Ferreira (Águas malditas), ViviFerr (Carmen) e Zé Wellington (O trágico destino do colecionador de riquezas). Não perca as contas, são quatro antologias com trabalhos meus a serem publicadas esse ano: Quadrinhos em História (Editora Multifoco), Histórias Fantásticas - Volume 3 (Cidade Editorial), História Fantástica do Brasil (Editora Estronho) e VII Demônios - Avareza (Editora Estronho).

Depois dessa coletânea, vou interromper provisoriamente minha participação em seleções de literatura e me voltar para o lançamento do novo trabalho da Sobre o Fim (por sinal, você já deu um pulo no site para escutar a nova música?) e a conclusão de dois grandes projetos em quadrinhos. Mais novidades em breve...

E para não perder o post, fica o convite para I Sobral Pró Rock, show gratuito que acontece nesse sábado na Margem Esquerda. Abaixo o cartaz com mais informações.


26 de maio de 2011

Tiradentes e metalcore

Capa do livro História Fantástica do Brasil - Inconfidência mineira.
Recebi, com muita satisfação, a notícia de que fui selecionado para a antologia História Fantástica do Brasil - Inconfidência mineira, da Estronho Editora. O objetivo da coletânea era juntar textos que tivessem como base a Conjuração Mineira (ou Inconfidência), mas utilizando elementos da literatura fantástica. Depois de muita pesquisa, acabei por criar uma versão frankensteiniana da frustrada tentativa de revolução que ocorreu no final do século XVIII em Minas Gerais. O livro terá contos ainda de A. Z. Cordenonsi, Amanda Reznor, Chico Pascoal, Davi M. Gonzales, Goldfield e Jota Marques, com organização de M. D. Amado e Celly Borges. O prefácio fica por conta de Gabriel Perboni, do site Histórica, que, coincidentemente, me forneceu a maior parte da pesquisa para meu conto, através do podcast Visão Histórica 019 – Tiradentes: Herói ou traidor?. A seleção para esse livro me deixou duplamente feliz. Primeiro por publicar meu primeiro trabalho com a Estronho & Esquésito, site que desde sempre vem contribuído com a fantasia e ficção brasileiras e dando oportunidade para os novos autores da literatura de gênero. Segundo por ser prefaciado por alguém do Histórica, um site desde já recomendadíssimo, que descomplica a história e do qual eu já deveria ter falado aqui no blog.

E tem mais novidades: finalmente está terminado o processo de gravação do Epílogo, novo trabalho da Sobre o Fim. Estamos acertando os detalhes finais para o lançamento deste EP, gravado e mixado pelo Leonardo Kenji, no Darma Produções, em Fortaleza, e masterizado por Bill Henderson (ex-Thursday), no Azimuth Masteering, nos Estados Unidos. Enquanto ele não fica pronto, deixo o convite para nossa próxima apresentação, na nossa cidade natal, o Festival Sonora Rock, show que marca o retorno da Casa de Rock Produções, do meu amigo Quintino Neto, ao cenário musical independente cearense. Mais informações clicando na imagem abaixo.

Cartaz do Festival Sonora Rock.

3 de maio de 2011

Sobre a exaltação do assassinato


Retirado do blog Movimento Zeitgeist:

Movimento Zeitgeist: Resposta à Mídia; Morte de Osama bin Laden


Em 1º maio de 2011, o presidente Barack Obama apareceu na televisão norte-americana em cadeia nacional, com o anúncio espontâneo de que Osama bin Laden, o suposto organizador dos trágicos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, foi morto por forças militares no Paquistão.

Logo em seguida uma grande reação da mídia ocorreu em praticamente todas as redes de televisão, no que só poderia ser descrito como a exibição de uma celebração grotesca, reflexo de um nível de imaturidade emocional que beira a psicose cultural. O retrato de pessoas correndo pelas ruas de Nova York e Washington entoando slogans jingoístas americanos, acenando suas bandeiras como membros de algum culto, louvando a morte de outro ser humano, revela ainda outra camada desta doença que chamamos de sociedade moderna.

Não é o foco desta resposta abordar o uso político de tal evento ou iluminar a orquestração encenada de como a percepção pública seria controlada pela grande mídia e pelo governo dos Estados Unidos. Este artigo trata de expressar a irracionalidade bruta aparente e como nossa cultura torna-se tão facilmente obcecada e carregada emocionalmente em relação à simbologia superficial, e não com os verdadeiros problemas de raiz, suas soluções ou considerações racionais de circunstância.

O primeiro e mais óbvio ponto é que a morte de Osama bin Laden não significa nada quando se trata do problema do terrorismo internacional. Sua morte simplesmente serve como catarse para uma cultura que tem uma fixação neurótica em vingança e retaliação. O próprio fato de que o governo que, do ponto de vista psicológico, sempre serviu como uma figura paterna para seus cidadãos, reforça a idéia de que assassinar pessoas é uma solução, deveria bastar para que a maioria de nós fizesse uma pausa e refletisse sobre a qualidade dos valores provenientes do próprio zeitgeist.

No entanto, além das distorções emocionais e do padrão trágico e vingativo de recompensar a continuação da divisão humana e da violência, há uma reflexão mais prática em relação ao real problema e a importância desse problema quanto à sua prioridade.

A morte de qualquer ser humano é de uma conseqüência imensurável na sociedade. Nunca é apenas a morte do indivíduo. É a morte de relacionamentos, companheirismo, apoio e da integridade dos ambientes familiar e comunitário. As mortes desnecessárias de 3.000 pessoas em 11 de setembro de 2001 não são nem mais nem menos importantes do que as mortes daqueles durante as guerras mundiais, através de câncer e doenças, acidentes ou qualquer outra coisa.

Como sociedade, é seguro dizer que nós buscamos um mundo que estrategicamente limite todas as consequências desnecessárias através de abordagens sociais que permitam a maior segurança que nossa engenhosidade possa criar. É neste contexto que a obsessão neurótica com os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 tornou-se gravemente insultante e prejudicial ao progresso. Criou-se um ambiente em que quantidades ultrajantes de dinheiro, recursos e energia são gastos na busca e destruição de subculturas muito pequenas de seres humanos que apresentam diferenças ideológicas e agem sobre essas diferenças através da violência.

Ainda assim, apenas nos Estados Unidos, a cada ano cerca de 30.000 pessoas morrem em acidentes automobilísticos, a maioria dos quais poderiam ser evitados por mudanças estruturais muito simples. Isso são dez “11 de setembro” a cada ano… mas ninguém parece lamentar esta epidemia. Da mesma forma, mais de 1 milhão de americanos morrem de doenças cardíacas e câncer por ano – cujas causas atualmente são, em sua maioria, facilmente ligadas a influências ambientais. No entanto, independentemente dos mais de 330 “11 de setembro” que ocorrem a cada ano neste contexto, as alocações de orçamentos públicos para pesquisas sobre estas doenças são apenas uma fração do dinheiro gasto em operações “anti-terrorismo”.

Tal lista poderia aumentar indefinidamente no que diz respeito à perversão de prioridades quando se trata do verdadeiro significado de salvar e proteger a vida humana, e espero que muitos possam reconhecer o grave desequilíbrio que temos em mãos, quanto aos nossos valores.

Então, voltando ao ponto de vingança e retaliação, vou concluir esta resposta com uma citação do Dr. Martin Luther King Jr., provavelmente a mais brilhante mente intuitiva quando se tratava de conflitos e do poder da não-violência. Em 15 de setembro de 1963, uma igreja em Birmingham, no Alabama, foi bombardeada, o que causou a morte de quatro meninas que frequentavam as aulas de educação religiosa aos domingos.

Em um discurso público, o Dr. King declarou:
“O que assassinou as quatro meninas? Olhe ao seu redor. Você vai ver que muitas pessoas que você jamais imaginaria capazes participaram deste ato de maldade. Portanto, esta noite todos nós precisamos sair daqui com uma nova determinação de luta. Deus tem uma tarefa para nós. Talvez a nossa missão seja salvar a alma dos Estados Unidos. Não podemos salvar a alma desta nação atirando tijolos. Não podemos salvar a alma desta nação pegando nossas munições e saindo disparando com armas físicas. Temos que saber que temos algo muito mais poderoso. Basta adotar a munição do amor.”
– Dr. Martin Luther King, 1963

Por Peter Joseph.
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