23 de dezembro de 2008

ROOOOOCK!

Rock de graça em Sobral nesse fim de semana com minha banda Sobre o Fim! Cheguem lá!

E mudando de assunto... vocês já viram as (novas) versões mangá dos X-Men? Aliás, mangá só no estilo, por que pelo nome a maior parte da produção parece ser feita nos EUA, mesmo... Abaixo a versão fofinha do Fera.

Algo a comentar?

14 de dezembro de 2008

11 de dezembro de 2008

Quadros pequenos que eu amo!

MONSTRA COMIX

Quando entrei no MONSTRA tive uma grande decepção.
Não era nada do que eu esperava.

Tinha esbarrado com um cartaz da mostra em algum lugar na Internet. Por uma má interpretação, achei que os trabalhos expostos seriam apenas dos curadores da mostra, Weaver Lima, Érica Zoe e Franklin de Oliveira, os três do Núcleo Artz. E me decepcionei. Mas foi uma ÓTIMA decepção. Quando comecei a passear pelo Sobrado Dr. José Lourenço, local onde está acontecendo a exposição, dei de cara com um maravilhoso trabalho do suiço Thomas Ott. E vieram mais artistas... Portugal, África do Sul... Aí vieram Liniers (da tira Macanudo), Daniel Clowes (de Mundo cão), Matt Groening (criador dos Simpsons) e Lourenço Mutarelli (O dobro de 5, O cheiro do ralo), para destacar apenas alguns... Putz! Por que não me avisaram que se tratava de um panorama dos quadrinhos independentes mundiais?! E que belo panorama... Trabalhos violentos, divertidos, vulgares... Como os bons COMIX tem que ser. Muito bem vinda essa mostra Monstra. É o Ceará abrindo os olhos para os quadrinhos. E me inspirei... Esqueci de levar uma câmera digital decente, então só me restou registrar o que vi no meu celular. Juntei um pouco desses recortes em um vídeo que publiquei no Youtube. A trilha é das bandas que fazem minha cabeça agora e desde sempre: (a já saudosa) Colligere e Killswitch Engage, ambas em músicas não convencionais. Have a nice trip! :)



Mesmo Delivery: alguém jogue água em mim!

Rapidamente recomendo: LEIA MESMO DELIVERY, trabalho do brasileiro premiado no Eisner (precisa dizer que é o Oscar dos quadrinhos?) Rafael Grampá. Ilustração de encher os olhos. Narrativa de tirar o fôlego. Não é todo dia que você vê um cara ser degolado de dentro da sua própria garganta, é? É, esse rapaz tem futuro...

9 de dezembro de 2008

Hoje na sua TV aberta: Capitu


Não queria eu voltar a falar da Globo aqui, mas hoje temos uma atração da emissora que merece atenção. Estréia a microssérie Capitu, que adapta o romance Dom Casmurro, de Machado de Assis para a telinha. No comando da série está Luiz Fernando Carvalho (Lavoura arcaica, Hoje é dia de Maria e A pedra do reino). O visual mistura roupas de época com tatuagens e mp3 player e tem até rock "pesado" na trilha sonora. Eu sou um fã da obra do Machadinho, e Dom Casmurro, sem nenhuma dúvida, é meu livro predileto. Vamos ver se vai ser legal. Volto aqui para dizer algo. A série começa às 21h55 (no horário do Ceará, sem horário de verão).

No próximo post, que deve ser ainda essa semana, vou falar também da minha (ótima) visita a Monstra Comix.

4 de dezembro de 2008

Supercalifragilisticoespialidoso...

Quadrinhando!

Ver textos meus sendo desenhados é sempre uma alegria. E meus parceiros estão mandando bem. Olha o que vem por aí...

Uno Volume 1, texto meu com desenhos de Camila Nágila.

Uno Volume 2, texto meu com desenhos de Demétrio Braga.


NovaHope, texto meu com desenhos de Eliezer Magno.

Quase tudo deve sair em breve no zine do Grupo Gattai. Fique ligado!


Mudando de assunto...

A Globo é mesmo uma "telinha" de surpresas. Eu sou um daqueles caras que fala MUITO mal dela (e quem não é?). Depois do documentário Muito Além do Cidadão Kane qualquer um fica revoltado. Mas é o canal mais profissional da TV brasileira, sem dúvida. O que não a impede de "se passar" em alguns momentos. Há uns meses assisti um trecho de uma das novelas globais atuais, Negócio da China. Acompanhei uma das cenas de luta mais chinfrim da minha vida com o global Thiago Fragoso, dessas de deixar Jean-Claude Van Damme corado. Mas hoje liguei a TV no horário do "teledrama" e pude ver sua abertura. E não é que é bem decente? É diferente das velhas criações do eterno e calejado Hans Donner.

(Ignore Ney Matogrosso ao fundo)


Fim desse comentário (pronto, agora podemos voltar a falar mal da Globo).


Mudando de novo...

Assisti nesses dias à nova série animada do Batman, Batman: The Brave and The Bold. É muito diferente de tudo que você já viu do morcegão. Depois da abordagem de Bruce Timm e Paul Dini nos desenhos da década de 1990, é esquisito ver a abertura do novo desenho recorrendo ao Batman de Adam West. Mas é bem divertido (como esse Batman sessentista era). Uma boa opção para apresentar o Batman para seu sobrinho mais novo. No primeiro episódio fica o destaque para a primeira sequência, antes dos créditos, com o Arqueiro Verde (em trajes remetendo a Era de Ouro). Bom diálogo numa ação para lá de nostálgica, a velha escapada da armadilha mortal do vilão. Mas depois disso o negócio desanda, na hora que percebemos que o parceiro de Batman nesse episódio será o Besouro Azul. E aí é só para a criançada: Batman e o Besouro saem da porta da casa deste último direto para o espaço sideral, com Batman com apenas uma singela máscara no rosto em pleno vácuo. Não, eu não estou reclamando! Acho que a imagem de Batman fodão enche o saco às vezes, então um produto assim meio que precisa sair de vez em quando. No mais a animação é bem decente. Mas vou parando pelo primeiro capítulo mesmo...



Post-Scriptum: você conhece Carnivàle?
Post-Scriptum 2: e o Colligere acabou. Pena.

26 de novembro de 2008

Quero a minha Enterprise!

Não, meus amigos, eu não sou um trekker. Assisti apenas episódios soltos das séries de Jornada nas Estrelas e um trecho de um dos filmes, do qual só me recordo que o vilão Khan fazia parte. Mas é J.J. Abrams (sinônimo de Lost, Cloverfield, etc) que está no comando do novo filme, e o cara sabe o que faz. Então a expectativa para ele é ALTA. Acha que eu tô exagerando? Então confira abaixo o trailer do décimo-primeiro Star Trek, feito tanto para fãs como para caras como eu, que não veneram, mas admiram essa mitologia espacial.

21 de novembro de 2008

Voltei para comentar!

Só agora pude voltar para comentar o bom final de semana passado:

Uma Bienal deliciosa. Minha primeira de milhares, eu espero. A conversa com o Sidney "Sidão" Gusman foi legal, só não melhor por que cheguei atrasado e tive que sair mais cedo (e podiam ter falado mais de quadrinho nacional e menos de mangá, Marvel e DC). Queria ter visto a palestra do André Vianco, mas o dever me chamava na minha terra natal. Comprei quadrinhos e livros a preço de banana. Entre eles as três primeiras edições de Slam Dunk pelo preço de uma (sempre quis ver o que o Inoue, do maravilhoso Vagabond, conseguiria fazer num mangá sobre basquete), A balada do mar salgado (primeiro Corto Maltese, por que ainda faltava algo do Hugo Pratt na minha estante) e um exemplar original da primeira edição de Choque do futuro (adoro livros antigos e mais ainda as previsões futuristas de Alvin Toffler). Vão pro meu montinho de coisas para ler. Por sinal, espero que antes de morrer ainda mate esse montinho.

O Offspring foi lindo de doer. Só não foi melhor por que eu não escutava a banda há uns 4 anos (desde que substitui canto por grito na minha dieta musical). Além disso quase fui pisoteado e esmagado. Normal. Tudo em nome do rock.

Assisti a 007 Quantum of Solace. Não é um Cassino Royale, mas é uma ação vertiginosa (já usaram tanto essa expressão para esse filme, que já soa até clichê eu falar dele assim) que vale a pena ser conferida. O engraçado é ver esse filme ser criticado por aí por sua violência e pela frieza do novo James Bond. Mas preste bem atenção no personagem interpretado por Daniel Craig novamente nesse filme: ao mesmo tempo que é o Bond mais frio, ele é também o Bond mais humano. Sinal dos tempos.





Finalizei o volume 1 de
Powers. Uma dupla de policiais investiga o assassinato de uma popular super-heroína, num mundo povoado por heróis fantasiados. Watchmen? Que nada, é o "Homem-Marvel" Brian Michael Bendis (Homem-Aranha Ultimate, Os Novos Vingadores, etc) numa história bem particular. Belíssima narrativa e diálogos muito legais. A arte lembra os layouts das séries animadas da DC atuais (Batman, Superman, Liga da Justiça e Liga da Justiça sem limites), mas ainda mais estilizada, uma escolha um tanto ousada para uma história com um viés realista como essa. Recomendado.

A MTV agora é de graça. De novo. Por que para quem não sabe já foi há muito tempo atrás. Já foi um canal bem melhor nessa época também, mas não deixa de ser uma forma de escapar dos chatos canais abertos que temos atualmente (sinceramente, eu já tinha me esquecido do que era assistir televisão brasileira). O bom dessa história é que todo dia antes de trabalhar eu assistia o Bom Dia Brasil. Até aí tudo bem. Mas com o horário de verão eu era obrigado a assistir Mais você e, convenhamos, Ana Maria Braga é o fim da picada (sem ofensas às donas de casa). Agora boto 14 na parabólica e assisto o Lab Classics. Ah, sim: a MTV (Music TeleVision) voltou a ter bastante música na sua programação. E menos Beija sapo.

13 de novembro de 2008

(!)

Eu sei, tem sido uma semana agitada. Mal deixo comentarem, estou apenas postando enlouquecidamente. Mas certas coisas tem que ser comentadas imediatamente. E putz, o vídeo abaixo me deixou muito empolgado. Então apenas assista.

12 de novembro de 2008

Quadrinhos na Bienal do Livro no Ceará!

O Centro de Convenções do Estado, em Fortaleza, recebe a Bienal do Livro nessa semana. E tem muito espaço para os quadrinhos:

"A maior parte das atrações ligadas a HQs estará concentrada no Espaço Jovem Moreira Campos, no Bloco E do Centro de Convenções, nos dias 13, 14, 16 e 20. De cara, a primeira delas já promete dar o que falar: "Análise Narrativa de Watchmen", dia 13, às 17h. (...) Quem vai (...) abordar uma série de tópicos [sobre a HQ] é o cearense Daniel Brandão, professor de desenho e desenhista profissional que estudou na Joe Kubert School, a maior escola de quadrinhos dos Estados Unidos. No dia seguinte, três grandes palestras. Duas delas para os amantes de mangás. (...) O grande final do dia 14 será às 17h, na "Conversa com Sidney Gusman". Para quem não o conhece, ele é jornalista, editor-chefe do website especializado em quadrinhos Universo HQ e um dos maiores especialistas em quadrinhos do Brasil. Sidney Gusman foi sete vezes vencedor do Troféu HQ Mix (de 2000 a 2006), maior premiação de quadrinhos brasileiros, e já foi editor da área de quadrinhos da Conrad Editora e da revista Wizard. Atualmente é responsável também pela área de Planejamento Editorial da Mauricio de Sousa Produções. Uma das mesas redondas que promete marcar o evento é "A Transposição de Mídias, dos Livros às Outras Artes", dia 16, às 17h. Os palestrantes serão Daniel Brandão, Sidney Gusman e André Vianco, escritor brasileiro especializado no gênero fantasia e terror. Dia 20, às 15h, o desenhista cearense Daniel Brandão volta com outra palestra feita sob medida à turma do gibi. "A Influência da Literatura nos Quadrinhos" vai abordar questões que vão além do simplesmente adaptar uma obra literária para a mídia HQ. E no intervalo de uma e outra palestra, vale conferir nos corredores de estandes da Bienal do Livro os colecionadores de gibis que estarão expondo edições raras e autografadas de graphic novels e mangás, além de esboços de desenhistas."

Fonte: O Povo.

Estarei lá e volto para contar como foi depois!

10 de novembro de 2008

Séries em seqüência seriadas...

Peço e suplico a todos os meus colegas e amigos: parem de me apresentar novas séries!

Explico: nessa última década as séries de TV norte-americanas (e algumas britânicas também) começaram a ganhar produção caprichada e, por conseqüência, a atenção da mídia. Nunca se falou tanto sobre isso como agora. Lost, Heroes, Smallville, The Sopranos, Prison Break, 24 Horas... Isso acabou gerando um tipinho de gente obsessiva, que passa horas na TV (nos EUA) ou baixando séries na internet (aqui no Brasil)... E é difícil não se juntar a eles...

Estava nesses dias contabilizando as séries que acompanho atualmente. Olha o resultado:
- Lost
- Heroes
- Smallville
- Terminator: The Sarah Connor Chronicles
- True Blood
- Reaper
- Fringe

7 séries! E você não sabe como dá trabalho acompanhá-las. São temporadas partidas no meio, hiatos (pausas entre as metades das temporadas) inesperados e, de vez em quando, episódios ruins. Seria pedir demais que essas séries mantessem padrões altos de qualidade durante duas ou três temporadas seguidas de mais de 20 episódios de 40 minutos ou mais. Sem contar as inconstâncias do próprio mercado: quando começam a pensar na história de suas séries, seus criadores não sabem se ela vai sobreviver sonhadas 8 temporadas ou naufragar na metade de sua primeira. Imagine a dificuldade de começar uma história apenas supondo como e quando poderá ser seu fim.

Mas que tal uma comentário sobre cada uma das séries acima?
(clique no nome delas para ler a sinopse oficial)

LOST
Na minha opinião a melhor de todas as citadas. Comentei já nessse meu novo blog a produção de cada episódio, quase como um longa-metragem. Personagens bem construídos apresentam seus flashbacks enquanto tentam descobrir mais sobre si mesmos na misteriosa ilha onde estão presos. Falando assim não dá vontade de ver?

HEROES
Acho que já é hora de eu abandonar a série. Devia ter feito isso na (péssima) segunda temporada. Por ser uma variante dos quadrinhos ainda fico dando chance em cima de chance... Mas uma necessária guinada não vem. A série perdeu completamente a noção de si mesma. Isso é o que dá introduzir personagens poderosos demais no enredo. O pior é achar que eles são babacas por simplesmente não voltarem no tempo e mandarem os tais "vilões" da terceira temporada para o espaço. E tome conceitos roubados dos quadrinhos e personagens que nem sabem mais o que estão fazendo na série. Baseado nos quadrinhos? Heroes tornou-se uma grande HQ ruim, que acha que só de superpoderes são feitos os heróis.

SMALLVILLE
Uma série surpreendeu um bocado em suas primeiras temporadas com um misto de Arquivo X e Dawson´s Creek. Bons efeitos especiais e a participação do maior super-herói dos quadrinhos tornaram Smallville muito popular. Mas o tempo não estava fazendo bem a série, que chega a sua oitava temporada. Depois de uma repetitiva sétima temporada (eu não aguentava mais gente perdendo a memória e o Clark e a Lana num eterno chove e não molha), a oitava vem aos poucos ganhando corpo. Ao contrário de Heroes, com seu slogan hipócrita de super-heróis realistas, a série do jovem Superman se assumiu como uma HQ mensal de super-herói: não é uma graphic novel, tem seus altos e baixos, mas você não consegue deixar de acompanhar. Para reforçar esse pensamento, um sem fim de personagens da DC começou a aparecer e um final apoteótico para esta última (será mesmo?) temporada começa a se formar, com direito ao vilão Apocalipse (responsável pela famosa morte do Superman).

TERMINATOR: THE SARAH CONNOR CHRONICLES
Ainda não mostrou bem a que veio. Vou assistindo por ser fã da série de filmes Exterminador do Futuro. Comento futuramente.

TRUE BLOOD
Me chamou atenção por ser uma série da HBO, conhecida por suas boas produções para TV, e ainda por cima sobre vampiros, tema que gosto bastante. Vou dando esse voto de confiança, mas também está precisando de uma boa guinada antes do fim dessa primeira temporada. Não contribui o fato das séries da HBO terem quase uma hora de duração, o que deixa os episódios um tanto sacais em alguns momentos.

REAPER
Comédia para nerds! Gosto de produções non-sense. E quando vem recheadas de referências pop, melhor ainda. O primeiro episódio da série é hilário e tem a direção do Kevin Smith. Estou recomendando essa para muita gente.

FRINGE
Tinha que ver essa série, dos mesmos produtores de Lost, com uma temática semelhante a saudosa Arquivo X. O primeiro episódio é definitivamente arrebatador. Perde um pouco de forças na seqüência, mas promete pelos bons diálogos e boa produção. E tem J.J. Abrams envolvido.

É isso aí... Quero pegar nesses dias ainda The Sopranos e Dexter, séries muito bem faladas por aí.

Tá vendo? Não disse que esse negócio vicia?

31 de outubro de 2008

HQ: Rafaga: prólogo

Ano passado meu amigo e incansável parceiro Demétrio Braga (na época assinando como F. Demétrio) me falou de sua vontade de criar uma história em quadrinhos sobre vampiros. Me contou brevemente sobre um delírio seu, e logo eu já estava esboçando uma idéia para o personagem que ele chamara de Rafaga. Demorou um pouco até que chegássemos num consenso dessa história, que teria anjos, demônios e vampiros (uma pena os lobisomens, duendes e similares terem sido descartados). Com o texto aprovado pelo criador, rapidamente o Demétrio traçou o que na época eu considerei o seu trabalho mais maduro. Antes do quadrinho, um comentário sobre sua estrutura. Desde o princípio nossa idéia para essa história era experimentar coisas diferentes a cada edição. Eu ainda estava impressionado com o que Alan Moore e J. H. Williams III haviam feito na última edição de Promethea e pensei numa estrutura semelhante. Então essa edição é em formato "sanfona" e pode ser lida de duas formas: página a página ou separada em três histórias, I, II e III, demarcadas pelos quadros superior, intermediário e inferior, respectivamente. Experimente e depois venha nos contar o que achou através dos comentários. Ah, considere isso um presente de dia das bruxas.


(clique para ampliar)




[ATUALIZADO: essa HQ será publicada numa revista mix, por esse motivo deixamos apenas algumas páginas no ar. Em breve divulgaremos onde essa história será publicada em sua totalidade (incluindo sua continuação).]




A versão impressa de Rafaga: prólogo ficou assim:





Post-scriptum: E você nem queira imaginar o quanto dá trabalho colar página a página, edição por edição, para fazer esse formato sanfona... Mas tudo pela arte!

28 de outubro de 2008

BREVE...


Já era hora.

Inaugurar-se-á uma loja para rockeiros (soa meio depreciativo falar rockeiros, né? Mas é o que somos, certo?) na pacata Sobral, capitaneada pelo meu amigo Zeli, da Nocaute Discos, que vem estabelecer-se por aqui. Previsão de funcionamento já em novembro. Fique atento no blog para mais novidades.

23 de outubro de 2008

CONTO: O mestre dos brinquedos - parte final

Leia a parte 1
Leia a parte 2

[texto retirado do site para participar de concursos e coletâneas]



Texto de Zé Wellington.
Ilustrado por vídeo de "Master of puppets", da banda Metallica com a orquestra de São Francisco.Agradecimento a Lara Aguiar pela idéia inconsciente.

Post-scriptum: Finalmente chega ao fim "O mestre dos brinquedos". Esse era o final que você esperava? Peço a todos que deixem seus comentários sobre esse humilde pequeno conto e desde já agradeço a todos que acompanharam com elogios ou críticas esse blog. Próxima semana colocarei mais material meu, mas será a vez dos quadrinhos.

22 de outubro de 2008

16 de outubro de 2008

Comentário sobre "O mestre dos brinquedos"

Não sei bem se são poucas ou muitas as pessoas que lêem "O mestre dos brinquedos", este meu primeiro conto neste novo blog, mas todas têm acompanhado com muito fervor, e sou grato por isso. Tenho gostado de escrever essa história e sinto uma agonia por ela estar chegando ao fim. Então peço a compreensão daqueles que estão vindo todas as sextas pela manhã encontrar mais um pedaço do conto por aqui: preciso de mais uma semana para me despedir dessas personagens. Então próxima quinta-feira, sem enrolação, vem a parte final dessa historieta.

Para não parecer que você deu uma viagem perdida até aqui, um pequeno comentário sobre esse conto. Quando comecei essa história sempre tentei fazer com que ela parecesse atemporal, ou seja, que pudesse se passar em qualquer época. Mas no fundo imagino Miguel e Joana vivendo entre os anos 50 e 60. É uma época que desconheço muito (nem meu pai viveu tempo o suficiente nessas décadas para me contar algo), mas que tem a nostalgia e o charme que eu tentei imprimir nestas palavras. Numa viagem que fiz recentemente tive a oportunidade de conhecer no som do carro de um amigo um cantor francês e pensei que suas músicas rapidamente ambientariam qualquer leitor, levando-o direto para o que eu imagino que seja a Loja Brinquedos Esplendor. Eu não sei de que época é essa música específica ("Je m´voyais déjà"), mas sei que Charles Aznavour passou pelos anos 60 cantando. Quem sabe ela não tocou na radiola da oficina do mestre dos brinquedos?


(clique em "CLICK TO START" para ouvir a música)

Je m'voyais déjà


A dix-huit ans j'ai quitté ma province
Bien décidé à empoigner la vie
Le cœur léger et le bagage mince
J'étais certain de conquérir Paris
Chez le tailleur le plus chic j'ai fait faire
Ce complet bleu qu'était du dernier cri
Les photos, les chansons et les orchestrations
Ont eu raison de mes économies
Je m'voyais déjà en haut de l'affiche
En dix fois plus gros que n'importe qui mon nom s'étalait
Je m'voyais déjà adulé et riche
Signant mes photos aux admirateurs qui se bousculaient
J'étais le plus grand des grands fantaisistes
Faisant un succès si fort que les gens m'acclamaient debout
Je m'voyais déjà cherchant dans ma liste
Celle qui le soir pourrait par faveur se pendre à mon cou
Mes traits ont vieilli, bien sûr, sous mon maquillage
Mais la voix est là, le geste est précis et j'ai du ressort
Mon cœur s'est aigri un peu en prenant de l'âge
Mais j'ai des idées, j'connais mon métier et j'y crois encor
Rien que sous mes pieds de sentir la scène
De voir devant moi le public assis, j'ai le cœur battant
On m'a pas aidé, je n'ai pas eu d'veine
Mais au fond de moi, je suis sur d'avoir du talent
Ce complet bleu, y a trente ans que j'le porte
Et mes chansons ne font rire que moi
J'cours le cachet, j'fais du porte à porte
Pour subsister j'fais n'importe quoi
Je n'ai connu que des succès faciles
Des trains de nuit et des filles à soldats
Les minables cachets, les valises à porter
Les p'tits meublés et les maigres repas
Je m'voyais déjà en photographie
Au bras d'une star l'hiver dans la neige, l'été au soleil
Je m'voyais déjà racontant ma vie
L'air désabusé à des débutants friands de conseils
J'ouvrais calmement les soirs de première
Mille télégrammes de ce Tout-Paris qui nous fait si peur
Et mourant de trac devant ce parterre
Entré sur la scène sous les ovations et les projecteurs
J'ai tout essayé pourtant pour sortir de l'ombre
J'ai chanté l'amour, j'ai fait du comique et d'la fantaisie
Si tout a raté pour moi, si je suis dans l'ombre
Ce n'est pas ma faut' mais cell' du public qui n'a rien compris
On ne m'a jamais accordé ma chance
D'autres ont réussi avec un peu de voix mais beaucoup d'argent
Moi j'étais trop pur ou trop en avance
Mais un jour viendra je leur montrerai que j'ai du talent

9 de outubro de 2008

CONTO: O mestre dos brinquedos - parte 2

Leia a parte 1



[texto retirado do site para participar de concursos e coletâneas]

 

Texto de Zé Wellington.
Ilustrado por fotografia de Demétrio Braga.
Agradecimento a Lara Aguiar pela idéia inconsciente.

Leia a parte final.


Post-scriptum: agradeço a todos que estão acompanhando esse primeiro conto. Cada comentário e mensagem incendeia incentivo em meu coração. Pessoas vêm tendo dificuldades para postar comentários. Eu esclareço: se você tem Orkut ou uma conta no Gmail não é necessário cadastro. Deixe marcada a opção "conta Google/Blogger" e utilize seu login e senha destas contas (Orkut/Gmail). Aí é só comentar e ser feliz (ou me fazer feliz).

2 de outubro de 2008

26 de setembro de 2008

Atualização BRUTA Semanal

Salve, salve!

Religiosamente uma semana depois de nossa (re)estréia, estamos de volta! No post passado falei algo sobre postar todas as semanas, mas como achei muito vago, resolvi ser mais específico: toda quinta-feira de madrugada cai um post por aqui. E este fala de vários assuntos. COME ON!

A TV QUE NÃO TEM NA TV
De repente descobri os podcasts. Comecei a acompanhar vários, mas um dos meus sites de cabeceira colocou no ar seu videopodcast, o que merece ser comentado. São dois episódios por semana do OMELETV, do Omelete. Os episódios estão muito divertidos, afinal não é em qualquer programa de TV que você assiste um papo cabeça de quase cinco minutos sobre o que é ser nerd. INDISCUTIVELMENTE HILARIANTE!

DE OLHO NO NOVO BESOURO
A série antigaça Besouro Verde, da qual meu sogro é um grande fã, mostrava uma dupla de heróis (Besouro Verde e Kato) na boa e velha luta contra o crime. Um dos grandes chamarizes do folhetim era que o parceiro do protagonista, o oriental Kato, era nada menos do que Bruce Lee, o chinesinho mais karatê de todos os tempos. Já fazia uma cara que tentavam tirar do papel o remake-longa-metragem da série. Parece que agora sai. E promete. Já sabíamos que outro chinês maluco, Stephen Chow, diretor e protagonista do maravilhoso Kung Fu Futebol Clube (Shaolin Soccer) e do bom Kung Fusão (Kung Fu Hustle) seria um dos produtores, e o papel de Besouro Verde ficaria para o ator e roteirista Seth Rogen, uma das novas revelações da comédia norte-americana e parceiro criativo do bam-bam-bam Judd Apatow (produtor/diretor de filmes como Superbad, Ligeiramente grávidos, O virgem de quarenta anos, etc). Essa semana, sites de cinema do mundo inteiro divulgaram que Stephen Chow, além de produtor, será Kato e ainda de cara dirigirá o filme, com um roteiro de Rogen! Seth Rogen tem escrito as melhores piadas do cinema norte-americano nos últimos anos, e Stephen Chow tem uma visão muito divertida para filmes de ação. Resultado: esse vai ser para assistir no cinema com pipoca e tudo. Apesar de não ser fã da série, guardo imenso respeito por tudo que envolve Bruce Lee, o que dá um brilho mais especial ainda ao projeto. Se você quiser conhecer o Besouro Verde original, basta sintonizar na TV paga o canal TCM, que exibe Besouro Verde e milhares de outras séries clássicas. ALTAMENTE AGUARDADO!

SMALLVILLE E HEROES (OU ASSISTA LOST)
Estrearam nessa semana as novas temporadas de duas das séries mais comentadas dos últimos anos: Smallville e Heroes. Smallville, as aventuras do jovem Superman (esquece o Superboy, Sílvio Santos!) teve um fraquíssimo primeiro episódio, da que pode ser sua última temporada (oitava). A temporada passada, na minha humilde opinião, foi uma das piores (salvo pelos episódios que tem a participação da Liga da Justiça e outros personagens da DC, pouco se aproveita). A série claramente vem perdendo seu charme. Os dois produtores originais já deram o fora desta última (?) temporada, o que em minha opinião não é um bom sinal. Heroes também não veio de uma boa temporada. Por conta da greve dos roteiristas, teve que se contentar com apenas 11 chochos episódios no seu segundo volume. Muitos dos defeitos desse último retornam nos dois primeiros episódios do terceiro volume. São os velhos clichês (ou seriam plágios?) de sempre... Afinal, a história de Level 5, grande estopim da temporada, já tinha sido explorada em Smallville com seu Level 23 (é isso mesmo?!), uma prisão secreta para superpoderosos. Cadê a criatividade dos roteiristas? Falta ainda suspense e calma para desenvolver a história. Mas ainda é cedo para falar das duas séries. Talvez até eu só esteja mal acostumado. Fiquei bem mais exigente em se tratando de séries quando comecei a me desatrasar em Lost. Contrariando os elogios do meu irmão (um fanático pela série), demorei a começar a assisti-la. Atualmente estou no meio da segunda temporada (das quatro existentes) e o que posso dizer... Lost é uma das coisas mais sensacionais que já vi. Cada episódio tem uma produção digna de filme hollywoodiano. Os roteiros bem amarrados vão prendendo sua atenção até você se perceber obsecado por cada detalhe em cena. DEFINITIVAMENTE RECOMENDADO!

A VIRADA DO PEBA
Faltava um comentário no meu blog sobre a arrasadora seqüência cinematográfica que veio se tornar o maior blockbuster do cinema da minha cidade. Não, não estou falando de Batman – O Cavaleiro das Trevas*. Os insanos sobralenses das autodenominadas Organizações Kootooko lançaram no final de agosto o longa-metragem Golpe do Peba 2 – Porradaria Universal. Foram três dias de filas e lotação total nas duas salas do Cinema Renato Aragão. Pude prestigiar o filme e comprovo a evolução em relação ao primeiro. Produção mais caprichada, edição eficiente, lutas coreografadas e as mesmas piadas bestas com sabor sobralense. Um clássico nordestino instantâneo. Fica ainda mais engraçado para quem é de Sobral, pelo passeio pelas conhecidas locações. É quase um grande vídeo institucional da cidade, só que cheio de palavrões e efeitos especiais toscos. SIMPLESMENTE SENSACIONAL!

AUTOMERCHAN 1
Já que estamos falando de Sobral, divulgo através do meu blog o lançamento do primeiro vídeo-clipe da minha banda, Sobre o Fim, dirigido e editado por mim mesmo. A música escolhida foi o nosso “hit”, Sobre prisões e guerras, canção criada pelo meu companheiro de banda Helder “The Machine” Lemos. Filmamos em cinco horas sem gastar nenhum tostão, e até que não ficou de se jogar fora... Clique aqui para assistir. Muito bom voltar a trabalhar com vídeo depois da minha experiência com um curta-metragem uns tempos atrás. Agora é sentar e planejar o próximo (rumo a MTV!). INDISCRETAMENTE PRETENCIOSO!

AUTOMERCHAN 2
Depois de quase um ano, meu grupo de quadrinhos conseguiu lançar a segunda edição do Gattai Zine. São duas histórias: Camaleão, de Wescley “mazela” Braga, e MetalGênesis, de Alex Soares e de meu graaaaaaande amigo Totoro (mais conhecido por aí como Sílvio Romero). Tive o prazer de editá-la, e ficou legal, viu? Tudo indica que a próxima edição sai com dois roteiros meus. INDUBITAVELMENTE EMPOLGADO!


NÃO DEIXE DE VER: The Mindscape of Alan Moore
Sou fã inveterado de Alan Moore (roteirista de Watchmen, V de Vingaça, Do Inferno e milhares de outros clássicos dos quadrinhos). DeZ (com Z maiúsculo mesmo) Vylens teve a oportunidade de filmar o lindíssimo documentário The Mindscape of Alan Moore (sem nome em português e muito menos sem previsão para sair no Brasil). Quadrinhos? É quase um assunto secundário no filme, que mostra a opinião de Moore sobre os mais variados temas, como fama, sexo, religião e magia. O interessante é ver a mente doentia do bardo inglês criar relações entre esses assuntos. Moore dá uma verdadeira aula de filosofia e mostra (para quem ainda tinha dúvidas) que é definitivamente um GÊNIO. Enquanto não sai no Brasil, não nos resta outra opção a não ser levantar a bandeira pirata, certo? EXTREMAMENTE RECOMENDADO!

E para terminar uma nota sobre o adiamento do MASA 5, evento que organizo na minha cidade voltado para o público de animê e quadrinhos. Não fiz em nenhum lugar e muito menos será aqui que apontarei os motivos e culpados (se é que existem) para que tenhamos cancelado há exatos 30 dias do evento o que poderia ser um dos grandes momentos do entretenimento sobralense, a confirmação do quão grande o MASA havia se tornado. Simplesmente existem dificuldades que você não pode dobrar sozinho. Existem momentos em que essas dificuldades trespassam os limites e te impedem de dar atenção a outras prioridades na sua vida. E aí é o momento de parar e colocar numa balança se vale a pena acreditar naquele sonho ou se já é hora de passar para o próximo da lista. Nós simplesmente precisamos de tempo para pensar sobre isso. Espero que todos possam compreender.

Entonces... Hasta jueves!

* Acho que faltava dizer isso aqui no blog: QUE PUTA FILME!

19 de setembro de 2008

O homem

Olá, viajante! Bem vindo ao mundo desse homem chamado Zé Wellington.

Você já deve conhecer os motivos deste blog, mais um blog. Mas quem é o homem?

Sou formado em Administração, pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, em Sobral/CE, cidade onde nasci e onde até hoje traço diariamente meus planos de dominação mundial. Apesar de trabalhar na minha área de formação (sou técnico do SEBRAE), a arte sempre foi determinante na minha vida. Faço música, vídeo e textos sempre quando meu tempo me permite. De certa forma esse blog serve para expurgar todas essas coisas da minha cabeça para um lugar onde meu ego possa ser saciado.

Música
Desde 2002 estou envolvido dentro do movimento underground de Sobral, seja tocando em banda como organizando eventos (em parceria com a Casa de Rock Produções ou com a Em Pauta Produções e Eventos). As bandas foram muitas: Kissuki di Gohyaba, Los Hombres, Fugere, Devasttus, Kul-Jara e 4all são algumas delas, mas atualmente a bola da vez é a Sobre o Fim, que vem ganhando espaço dentro do cenário musical nordestino. Mais informações em www.sobre-o-fim.blogspot.com.

Contos/Quadrinhos
São mais de 10 anos entre quadros. Nos últimos resolvi escrever quadrinhos também (por que desenhando nunca saiu muita coisa). Escrever roteiros me levou a escrever contos. Publico boa parte destes trabalho aqui mesmo no blog. Os quadrinhos podem ser encontrados também no Gattai Zine, fanzine de quadrinhos que edito em Sobral. Mais informações em www.gattaizine.blogspot.com.

Vídeo
Em 2004 iniciei uma empreitada nova, o MASA, Mostra Sobralense de Animação. Na época comecei a ensaiar meus primeiros trabalhos com vídeo. No meu canal do Youtube pode-se ver vários deles. Destaco dois trabalhos: o curtametragem O canto, dirigido por mim e por Andrea Venini, e o primeiro vídeo-clipe da Sobre o Fim, Sobre prisões e guerras, que dirigi e editei.

O canto

Sobre prisões e guerras

MASA
O MASA é sem dúvida um grande momento da minha vida. Em um final de semana, Sobral tem um grande evento de entretenimento voltado para crianças e adultos. São reunidas pessoas com várias afinidades diferentes: animês, quadrinhos, RPG, card games, artes marciais, videogames, etc. Foram 4 edições (entre os anos de 2004 e 2008) e dois eventos extras. O MASA faz parte da CECO, Conselho de Eventos da Cultura Oriental no Ceará e foi precursor de uma série de outros eventos que surgirão em Sobral e região norte, sendo que em muitos deles fomos parceiros dos realizadores. Mais informações: www.animasa.com.

18 de setembro de 2008

Blogar para viver.

De repente você olha para você e vê que muito está se perdendo. Como você percebe isso? Pergunte-se agora: o que você mais gosta de fazer? Agora se pergunte de novo: quanto da sua vida você gasta fazendo isso? Parece início de texto motivacional, né? Eu odeio textos motivacionais. Mas eu gosto de escrever. Não fiz jornalismo, nem letras, nem português, nem nada assim. Mas escrever sempre foi o motor da minha vida. Contar histórias. Ou simplesmente escrever sobre as coisas. Eu devia ter uns 12 anos quando encuquei de fazer uma história em quadrinhos. Acho que nessa época a única coisa que tinha lido de quadrinhos era Turma da Mônica. Estavámos no auge dos Cavaleiros do Zodíaco, e pensei numa história que envolvia um torneio com robôs (?). Mas meu desenho era uma caca. Tinha pegado, há alguns meses, uma revista ensinando a desenhar. Era a primeira edição, coisa básica. Com algumas formas geométricas você tinha um esboço de pessoa. Eu fiz do esboço o desenho principal e mandei ver. Fui bem longe. Desenhei umas 8 páginas. Claro que achei um lixo. Nem sei por que guardei. Só soube que não sabia desenhar. Por ironia do destino, meses depois me tornei um "hq maníaco". De verdade. A Teia do Aranha, edição 98: "Peter Parker & Ben Reilly: quem ficará?", estampava a capa. Se você gosta de quadrinhos, vai perceber que era a tenebrosa Saga do Clone, considerada uma das piores do aracnídeo. Eu adorei. Consumi vorazmente quadrinhos nos anos subseqüentes. Mas faltava aquele estopim, aquela virada. E me emprestaram Watchmen. Subitamente as revistas mensais pareciam não ser suficientes, havia algo mais. E pronto. Eu já estava dominado. Mas minha paixão por quadrinhos pode ser o tema de outro texto. O que importa é que, como tudo na minha vida, resolvi me envolver "pra valer". É... é meio que um(a) qualidade/defeito minha/meu. Não basta ser viciado: tem que participar. E eu quis fazer quadrinhos. Mas quadrinhos envolvem texto e desenhos, certo? Minha última tentativa de desenho foi aquela... humanos com figura geométricas... Eu sabia que peitos quadrados não faziam sucesso. Sem desenhos, só me restava escrever. Pausa para um interlúdio. Início de 2002: estouram os BLOGs. Todo mundo falava disso... Eu precisava ver como isso funcionava! Mas lá vai meu/minha defeito/qualidade... Fiz um bendito blog. Foi meio que um local para desabafos juvenis. Escrevia sobre o que acontecia comigo, sem muita regra. Escrevia sobre as coisas que eu via, sem muita pesquisa. Foram textos que... vamos dizer... poderiam ser melhores. Postei com muita intensidade no início, mas na minha vida eu viria a me interessar por mais coisas e também entrar de cabeça nelas (qualidade/defeito), deixando o blog cada vez mais de lado... Quando eu precisava dele PARA VIVER. Dramático, hein? É a velha frase de efeito que soa incompreensível, mas que se explica nas linhas seguintes (sem querer ser metalinguístico demais). Os posts dimuíram de freqüência. O blog morreu e voltou várias vezes, com pausas de um dia a um ano. Tentei mudar o visual para ver se isso me "atraía" novamente. Por um período até funcionou. Por ironia do destino, enquanto trabalhava naquele que considero o pior trabalho que tive na vida, comecei a usar meu tempo livre para escrever. O blog viu uma produção intensa sobre CINEMA, QUADRINHOS e outras nerdices. Na época não conhecia um desenhista que pudesse realizar o meu sonho de ver meus quadrinhos "vivos", e o blog saciava essa frustração. Mas uma enxurrada de trabalho, estudos e outras "pessoalidades" ajudou a me distanciar disso. Mas deixar de escrever sempre foi muito doloroso. E eu decidi que era hora de voltar. Escrever é preciso. E aqui estou. Para tentar mais uma vez. Prometi a mim mesmo que esse espaço verá ao menos uma postagem por semana e estou acreditando que dessa vez chego lá. Para falar sobre as mesmas coisas de sempre. Quadrinhos. Hardcore. Cinema. E, por que não, de mim mesmo.

Então fica o convite para essa jornada solitária de mais um blogueiro que muitas vezes escreve apenas para si mesmo. Em um blog de um só homem. Por que no final o que importa não é receber os comentários pelo que está escrito. Como certa vez eu ouvi: a viagem é mais importante que o destino. Quando esse texto chega em você, ele já atingiu seu objetivo há muito tempo. Por que para mim, blogar é viver. (E lá se vai aquele clichê de terminar o texto com o título)