6 de dezembro de 2010

Missão dada...

 Tropa de Elite 2 é um filme pertubador. Antes fosse pelas cenas de violência ou pelo realismo exagerado (se é que existe exagero no real). Tropa 2 pertuba por que faz pensar. Desde o primeiro filme Capitão Nascimento, personagem principal que já ganha status de herói nacional, é muito claro na sua mensagem "chuta-bundas", criticando passeatas contra a violência e questionando o posicionamento daqueles que se dizem em defesa dos direitos humanos. Acredito que não seja um posicionamento dos realizadores do filme, mas deste personagem, que na vida real seria encarado como um verdadeiro troglodita, de métodos e ações questionáveis. Participar de movimentos pró-Direitos Humanos parece, entre a parcela mais informada da população brasileira, o caminho mais lógico a se tomar e é algo difícil de se contestar (já imaginou se fosse um familiar seu preso?). Mas que solução essa parcela informada da população aponta para eliminar a violência gerada pelo tráfico de drogas no Brasil? O tapa na cara destes (dos quais parte não deixa de acender o "cigarrinho do diabo" no final de semana) proporcionado pelo filme é evidente. Enquanto se discute sobre a legitimidade de ações mais "enérgicas" contra bandidos, o brasileiro se FODE e não pode ser livre nem dentro do seu próprio bairro, como bem explica a história em quadrinhos criada pelo Felipe, do blog Tiras Experimentais. Quem dera Tropa de Elite 2 fosse exageradamente realista, pois quem sabe toda essa história de invasão do Complexo do Alemão seria apenas uma grande ação de marketing do filme.