6 de dezembro de 2010

Missão dada...

 Tropa de Elite 2 é um filme pertubador. Antes fosse pelas cenas de violência ou pelo realismo exagerado (se é que existe exagero no real). Tropa 2 pertuba por que faz pensar. Desde o primeiro filme Capitão Nascimento, personagem principal que já ganha status de herói nacional, é muito claro na sua mensagem "chuta-bundas", criticando passeatas contra a violência e questionando o posicionamento daqueles que se dizem em defesa dos direitos humanos. Acredito que não seja um posicionamento dos realizadores do filme, mas deste personagem, que na vida real seria encarado como um verdadeiro troglodita, de métodos e ações questionáveis. Participar de movimentos pró-Direitos Humanos parece, entre a parcela mais informada da população brasileira, o caminho mais lógico a se tomar e é algo difícil de se contestar (já imaginou se fosse um familiar seu preso?). Mas que solução essa parcela informada da população aponta para eliminar a violência gerada pelo tráfico de drogas no Brasil? O tapa na cara destes (dos quais parte não deixa de acender o "cigarrinho do diabo" no final de semana) proporcionado pelo filme é evidente. Enquanto se discute sobre a legitimidade de ações mais "enérgicas" contra bandidos, o brasileiro se FODE e não pode ser livre nem dentro do seu próprio bairro, como bem explica a história em quadrinhos criada pelo Felipe, do blog Tiras Experimentais. Quem dera Tropa de Elite 2 fosse exageradamente realista, pois quem sabe toda essa história de invasão do Complexo do Alemão seria apenas uma grande ação de marketing do filme.

28 de outubro de 2010

Querido blog,

 ...sei que tenho sido um garoto muito mau, pois nos últimos meses mal tenho olhado pra você. Também pudera, querido blog, a correria foi insana nesses tempos! A Sobre o Fim, minha querida banda, engatou uma sequência de shows, incluindo TRÊS shows seguidos em Sobral, minha querida cidade natal. 2010 já é o ano com o maior número de shows da nossa história. E ainda tem pelo menos mais um para acontecer.

Foi um ano agitado também no que diz respeito a quadrinhos, querido blog. Foi uma felicidade grandiosa receber uma indicação ao Troféu HQMIX, um dos mais importantes prêmios sobre história em quadrinhos do Brasil, por Interludio, uma parceria com Sílvio RomeroDemétrio Braga, André Pinheiro e Camila Nágila. Ok, querido blog, eu não ganhei, mas você sabe o que é ser indicado por um trabalho que foi lançado apenas virtualmente? Já foi bom demais. E ainda tem mais. Rafaga, um trabalho em conjunto com o amigo Demétrio Braga (ele de novo) ganhou espaço na Quadrix Comics e já está à venda. Para completar, Covardia, trabalho com o parceiro André Pinheiro (ele também de novo), foi selecionado para figurar na coletânea Quadrinhos em História, a ser lançada em breve pela Editora Multifoco em todas as livrarias do país. Isso fora o Gattai Zine, fanzine que edito. Serão pelo menos três lançados até dezembro. Nunca tínhamos lançado tantos num ano só.

É, querido blog, eu estive ocupado TRABALHANDO com o que gosto. E esse último final de semana guardaria a cereja do bolo. Querido blog, você já teve algo que gostou MUITO de fazer, mas por motivo de força maior foi OBRIGADO a interromper? Pois é, eu tive, se chamava MASA. Não vem ao caso agora os motivos de eu o ter parado, mas finalmente re-realizei (se posso dizer assim) o sonho de fazer o MASA acontecer, agora de cara nova, como Mundo MASA, envolvendo os tradicionais animês com quadrinhos, música, cinema... Bom, foi legal demais estar a frente novamente de algo assim.

Viu? Eu precisava me dedicar a essas coisas. Espero que possa entender minha ausência. Não vou prometer estar mais aqui, por que esse papo cansa. Mas prometo estar aqui divulgando cada pequena conquista com você.

Até mais ver.


P.S.: querido blog, já estou providenciando uma carinha melhor para você também.

26 de setembro de 2010

22 de julho de 2010

Cultura da carne


"Não pertenço a nenhuma tribo ou religião. Comecei a eliminar a carne do meu cardápio por questões de bem-estar pessoal. Simplesmente me sentia melhor sem carne. Mais leve, com maior vitalidade, sem o peso da digestão. Isso não faz de mim um ativista, mas não me impede de refletir sobre os efeitos pessoais e sociais de uma vida sem (ou com menos) carne.

Apesar de ter passado um período mais radical, vivendo sem álcool, café, glúten e lácteos, a dieta mais adequada para mim é a do equilíbrio e do bom senso. Quando exagero, faço jejum, volto a essa dieta higienista e retomo o bom funcionamento do organismo.

Assim como a cultura do automóvel, a cultura da carne é algo central em nosso sistema socioeconômico, símbolo de um processo civilizatório baseado na propriedade e na crença da superioridade humana sobre todas as outras formas de vida. E da nossa supremacia cultural sobre nós mesmos, justificando guerras, violências, descasos, abandonos.

Isso faz com a população de gado no Brasil, por exemplo, seja maior que a de humanos, e sirva única e exclusivamente para provê-lo de couro, derivados de leite, carne, além de outros alimentos e produtos, das vísceras ao mocotó. O mesmo se aplica aos frangos, patos, porcos, carneiros e ovelhas, que devem sua existência tão somente como fonte de alimento ao ser humano.

Cada vez mais o processamento da carne se dá modo industrializado, o que resulta em desequilíbrio ecológico, a ponto de se configurar como uma das principais causas do buraco na camada de ozônio e do aquecimento global.

Mais água, mais pasto, mais produção de ração, mais desmatamento, mais gases metano.
Assim como a indústria do automóvel, a da carne tem uma relação de causa e efeito com o invetitável abismo entre pobres e ricos no mundo: se todos comerem carne e utilizarem automóvel diariamente, o planeta explode.

Recentemente o Brasil se tornou o maior produtor mundial de carne. Isso diz muito sobre o modelo de desenvolvimento que estamos construindo. E a nossa atitude diante disso diz mais ainda sobre o lugar que ocupamos no planeta.

Sustentabilidade não é algo para delegarmos às empresas e cobrarmos dos governos. É, antes de qualquer coisa, uma questão de cultura e cidadania. Como consumir, como votar e participar da construção das políticas públicas é a questão vital para a vida em sociedade e para a construção da democracia."

Texto de Leonardo Brant

13 de junho de 2010

HQMIX: estamos lá.


Depois de uma semana exaustiva de viagens, só ontem, durante a reunião do Grupo Gattai, pude executar meu costumeiro ritual de conferir as novidades no Universo HQ. Graças a essa visita tive uma das melhores surpresas desse ano: a HQ de Interludio havia sido indicada ao troféu HQMIX, considerado o "Oscar dos quadrinhos brasileiros". É uma imensa honra fazer parte dos indicados. Só na nossa categoria, concorro com André Diniz e Gustavo Duarte. Interludio foi um projeto difícil, que quase tombou em uma série de obstáculos. Tinha sido previsto para ser lançado em agosto do ano passado, mas acabou saindo apenas em novembro. Ainda por cima é um projeto virtual, diferente da maioria dos concorrentes do troféu, que teve o privilégio de ser publicado por uma editora. E alguns podem até pensar que nos inscrevemos ou enviamos o material para alguém, mas não: em meio a tantos bons lançamentos nacionais em 2009, fomos lembrados pela comissão do prêmio. Isso valoriza ainda mais esse trabalho. Segue abaixo os indicados em nossa categoria, "Edição única (One-shot)".

• Ato 5 - André Diniz (roteiro) e José Aguiar (arte)
• Có! - Gustavo Duarte
• Histórias de Tio Alípio e Kauê - O Beabá do Berimbau - Marcio Folha
HQ Interlúdio (Banda Cearense Sobre o Fim) - Zé Wellington (roteiro) e Demétrio Braga, André Pinheiro, Camila Nágila e Sílvio Romero (arte)
• Saída 3 - Guga Schultze
• Uiara e os Filhos de Eco - André Vazzios, Jussara Nunes (roteiro) e Monique Novaes e Everton Teles Valério (arte)
• A comadre do Zé - Luciano Irrthum

Meu muito obrigado a todos que ajudaram a transformar o Interludio em realidade. Agora é aguardar o resultado e trabalhar para estar nos próximos troféus, por que a energia agora está renovada.

25 de maio de 2010

Dude, we are lost!

 

Em 2004, zapeando pela web, encontrei um texto onde o colunista Roberto Sadowski, ex-editor da revista SET, indicava um seriado sobre náufragos como uma novidade de fritar o cérebro. Fiquei curioso, mas na época não era tão fácil encontrar séries pela Internet. Demoraria até que a Rede Globo anunciasse a novidade na TV aberta, num inconveniente domingo à noite. Inconvenientes também seriam os horários dos episódios seguintes, nas madrugadas dos dias letivos. Mal consegui encarar a metade da primeira temporada. Dessa forma, estacionei em Lost por alguns anos, até decidir "maratonear" todas as temporadas. Não foi um desafio muito fácil.

Por conta de falta de tempo tive que interromper várias vezes o processo. Mas fui adiante, acompanhando atrasado, inclusive, os ARGs e peças soltas pela internet (ou "Missing Pieces"). Não li os livros derivados da série, mas bem que gostaria de ter lido. Minha maratona de atualização terminou exatamente junto com o último episódio da 5ª temporada, o que me deu a oportunidade de acompanhar a 6ª quase em tempo real. Ontem assisti ao último episódio de Lost. Difícil evitar as lágrimas num episódio tão blasé, mas tão cheio de significados. Difícil, hoje, não reconhecer a série como um dos grandes momentos da TV mundial. Por que, sim, a TV, especificamente as séries, vem mudando há alguns anos. O nível de produção sofisticado a que chegamos muitas vezes nos faz confundir as atrações televisivas com um filme hollywoodiano (vide o episódio piloto da série Fringe). Não acredito que essa revolução tenha COMEÇADO com Lost (ainda colocaria na esteira, antes da série da ilha, Twin Peaks, Arquivo X, Carnivàle, The Sopranos...), mas muito foi acrescentado a partir dela.

E tudo começou com um avião caindo numa ilha numa temporada com muitas perguntas e muitas teorias. E não foram os Outros, Iniciativa Dharma ou uma série de mcguffins que mantiveram os lostmaníacos vidrados. Estávamos mais preocupados em descobrir, “tintintim por tintintim”, mais sobre as vidas de Jack, Kate, Sawyer, Locke, Hurley e muitos outros. E como conhecemos pessoas. O brilhante roteiro lidou com um infindável elenco de personagens excêntrica e intrinsecamente bem construídos. Sim, por que é fácil criar uma trama cheia de mistérios. O difícil é criar tantos personagens interessantes. E as últimas temporadas ainda propuseram uma ousada mudança de gênero: se a ficção científica explicava os acontecimentos da ilha, aos poucos a fantasia tornou-se o gênero recorrente da série.

Muitas pessoas reclamavam que não podiam assistir um episódio solto de Lost. Eu discordo em parte. Algumas histórias funcionam muito bem sozinhas, como a sensacional origem de Sawyer ("Outlaws"), a maluca viagem temporal de consciência ("The constant") e as premonições de Desmond ("Flashes Before Your Eyes") ou ainda o conto de crime que marcou o último episódio do brasileiro Rodrigo Santoro no seriado ("Exposé"). Destacam-se também os bombásticos fins de temporada, alguns deles mudando a ótica da série completamente. Tudo isso mesmo sofrendo com a greve dos roteiristas norte-americanos no meio do caminho. Agora fica aquele ar nostálgico e um buraco aberto: quem virá a substituir Lost¹? E sobre as respostas que muitos esperavam nesse último episódio, eu falo: quem se importa com elas? Nem na nossa vida encontramos as respostas que precisamos. E é sobre isso que Lost tratava.

Namastê!

¹ Muitos diziam que o buraco deixado por Lost seria preenchido pela série Flash Forward. Assisti alguns episódio e achei a série, repleta de física e carente de personagens, mais rasa que um pirex. Mas não fui só eu. A série foi cancelada nessas semanas pela baixa audiência.

14 de abril de 2010

Seminário Negócios da Música em Sobral

Na última semana de abril, acontece em Sobral o Seminário Negócios da Música, que promove oficinas, debates, mesas redondas, relatos de experiências e discussões sobre questões relacionadas a música enquanto negócio, empreendedorismo em música, formação musical e associativismo, com presença de grandes nomes ligados ao setor. É indispensável para aqueles que pretendem ver a música como um meio de vida e também para aqueles apenas vivem para ela. Estou na produção do evento e aguardo todos por lá!

Ah, toda programação é gratuita, hein?

(clique para ampliar)

5 de abril de 2010

Palavras, desenhos e arte seqüencial

Fico muito feliz de estar fazendo quadrinhos. Já são cinco anos tentando convencer pessoas a desenharem minhas idéias. Eu andava um pouco encanado com meus parceiros de projetos de quadrinhos e meio que começava a enveredar pela solitária carreira de escritor (de literatura). Mas roteiristas de quadrinhos têm que aprender que seus parceiros desenhistas precisam de tempo para conciliar projetos que podem não pagar nada com seu mais importante ganha-pão oficial. A paciência, então, é a virtude mais importante dos que fazem quadrinhos com palavras.

E de vez em quando os projetos pipocam, como as imagens abaixo para JACK CONTRA O REINO, que deve sair pela editora virtual HQs e Afins. Essa história é um momento de delírio meu, onde J. R. R. Tolkien encontra Philip K. Dick. Fantasia e ficção científica.

Capa para a primeira parte da HQ, por Wagner Wandger


Pin-up por Sílvio DB, o desenhista responsável pela série.

E tem coisas bem legais vindo por aí, como um dos projetos mais audaciosos em que eu já me meti: QUEM MATOU JOÃO NINGUÉM?, uma parceria com o amigo de Russas Wagner Nogueira (N´ROLL). Qualquer coisa que eu revelasse sobre esse projeto já seria um baita spoiler. Então aguarde novidades para breve. O que posso dizer, na linguagem dos personagens da série, é que "o trampo tá finíssimo".

 
Primeiros esboços de Wagner Nogueira para "Quem matou João Ninguém?".

Corre também em paralelo a tudo RAFAGA, história de fantasia e terror que eu assino com Demétrio Braga, a ser publicada na revista Quadrix - Aventura e Ficção, a partir da número 3, que deveria ter sido lançada em março, mas sofreu alguns atrasos na gráfica. O Demétrio mudou radicalmente seu estilo para a continuação dessa história, que tínhamos começado a quase três anos atrás. É uma história que tem me surpreendido bastante.


Lápis de Demétrio Braga para Rafaga, parte 1.

Lembrando que continua o trabalho no Gattai Zine. Uma saga minha em 4 edições está saindo: UNO. A primeira parte foi desenhada pela Camila Nágila e fala sobre aliens e maias. A segunda por Demétrio Braga e fala sobre aliens e cavaleiros medievais. A terceira e a quarta estão em produção, pelas mãos de Alison Lucas e Sílvio Romero, respectivamente, juntando aliens a improváveis samurais e cowboys. A edição 1 já pode ser lida aqui. A segunda vai entrar no ar nesses dias, então fica de olho no blog do grupo.

Bom, isso é uma forma de dizer que, se blogo pouco nesses meses, é por que minhas palavras estão indo para outros lugares.

E vamos escrevendo.

12 de março de 2010

Sobral é MAISHQ!


Numa correria sem fim! E muito feliz, por que Sobral vai ter seu primeiro encontro sobre quadrinhos... É o I MAISHQ - Encontro de Quadrinhos de Sobral. Acontecerá dentro do FAMS 3, Festival de Animê e Mangá Sobralense, no espaço do meu grupo de quadrinhos, o Gattai Zine. Vão estar presentes Geraldo Borges, JJ Marreiro, Walter Geovani, Rob Lean, Diego Bernard, Alex Lei, Lederly Mendonça, Alex Magnos, Anilton Freires... Só para começar a lista! Profissionais de quadrinhos de todo Ceará usando Sobral como palco para uma superdiscussão sobre os quadrinhos no Ceará.

No evento ainda vai rolar lançamento de várias HQs, entre elas duas minhas: o novo Gattai Zine e a nova Quadrix - Aventura e Ficção.

Aguardo todo mundo lá!

27 de fevereiro de 2010

Em breve!

 

Como já adiantado, estarei na edição 3 da revista Quadrix - Aventura e Ficção, com Rafaga, produção minha em parceria com Demétrio Braga. A capa é essa acima! Não deixem de conferir! Mais informações e preview no site oficial da Editora Quadrix. A previsão de lançamento é em março!

15 de janeiro de 2010

Um pouco de autopromoção...



O ano começou bem! Venho com muita satisfação anunciar a publicação de Rafaga, história em quadrinhos criada por mim e pelo meu eterno parceiro Demétrio Braga, na revista Quadrix - Aventura e Ficção #3, em março, pela Editora Quadrix. Somos um dos primeiros lançamentos do selo Quadrix Manga. A história foi dividida em várias partes de 8 páginas, e nossa expectativa é que vá saindo nas edições seguintes da QAF até sua conclusão, quando deverá ser publicada inteira em um volume único. Mais informações sobre a publicação de Rafaga pela nova editora, que já tem o site recheado de novidades e publicações de quadrinho nacional, podem ser encontradas clicando aqui.

Rafaga conta a história de três personagens: um antigo vampiro, Sieg, uma caçadora de recompensas, Alexandra, e um jovem amaldiçoado, que dá nome à história. Numa história de terror repleta de fantasia e aventura, os personagens descobrem ser pilares de uma complexa disputa entre dois seres celestiais.

Do outro lado, a Sobre o Fim volta às atividades. No primeiro trimestre de 2010 confirmamos duas apresentações. A primeira será em Fortaleza, no II Manifest, organizado pela nova produtora independente cearense Manifesto Produções. Vai rolar no dia 6 de fevereiro. Temos ainda no mês de março um show na nossa cidade natal, Sobral, durante o FAMS 3, que acontece nos dias 20 e 21 de março. Mais informações sobre os dois shows em breve.

6 de janeiro de 2010

O blockbuster, o cult, o desbocado e o indie



Primeiro post do ano! E tenho pressentimento que esse ano promete... Desejo a todos um ótimo 2010. 2009 foi um ano bom para o cinema, para os quadrinhos, para a literatura... enfim, nós, cinéfilos, nerds ou qualquer tipo de apreciador de entretenimento em geral (criei um novo gênero?), nos divertimos bastante. E vem mais por aí. E sem mais lengalenga, peço perdão para a redundância e comento logo abaixo os assuntos mais comentados nesse final de ano: Avatar, Lunar, Misfits e Umbigo sem fundo.