16 de abril de 2009

Revival!

Nesses tempos os japoneses resolveram ressuscitar dois de seus animês de maior sucesso em todos os tempos: Dragon Ball e Fullmetal Alchemist. Eu vi os primeiros episódios de cada um e falo o que achei logo abaixo. Como não tenho falado muito de rock por aqui, falo também da continuação do maravilhoso documentário Metal - Uma jornada pelo mundo do Heavy Metal, Global Metal, e ainda do novo CD da banda capixaba Dead Fish, Contra todos. Um verdadeiro revival de informações, afinal trouxeram de volta do meu passado DBZ, FMA e DF!

Nostalgia
Em 1999 eu começava a assistir o animê que me colocaria no mundo dos animês, Dragon Ball Z. Entenda: antes disso eu (como tantos outros adolescentes brasileiros na época) já havia sido fisgado por outro furacão chamado Cavaleiros do Zodíaco, mas DBZ foi "a gota d'água", por assim dizer. Nessa época, a novidade que acabava de chegar ao Brasil já completava 10 anos no Japão. 20 anos depois do lançamento de Dragon Ball Z, chega às TVs do oriente Dragon Ball Kai. Não se trata da tão esperada e especulada continuação de Dragon Ball GT (animê que sucedeu DBZ), mas da revitalização de Dragon Ball Z. O animê original tinha 291 episódios, que foram remasterizados e serão lançados em alta definição. E o melhor: o próprio criador do mangá que originou a série, o genial Akira Toriyama, está editando a série, e já anunciou que essa nova versão terá apenas 100 episódios, ou seja, 191 episódios foram enxugados! Você que não viu DBZ talvez ache isso um cúmulo, mas todos os amantes da série adoraram a novidade. O motivo é simples: como a maioria dos animês shonen, DBZ tinha muita ENROLAÇÃO, que, esperamos, será limada dessa nova versão. Eu vi o primeiro episódio e, apesar de um estranhamento inicial (lembre-se, esse desenho animado é de 1989), até gostei do resultado. A maneira como o mestre Toriyama alterou a ordem de alguns fatos no início do episódio para aumentar a dramaticidade deu um calafriozinho bom, que compensou o traço antigão do animê. Para mim só faltou uma remasterização da abertura original com o classicaço Cha-la Head-cha-la e a maravilhosa dublagem nacional (Goku com voz de mulher no original dói de ouvir...). Nada melhor do que isso para esquecer a tenebrosa adaptação de cinema que estreou esse dias...

A volta da irmandade de metal
Outra volta que animou os fãs japoneses foi a dos personagens de Fullmetal Alchemist. Considero-me suspeito para falar da série, que na minha opinião é um dos melhores desenhos animados em série de todos os tempos (veja bem, eu falei DESENHO ANIMADO e não ANIMÊ, ou seja, incluo tudo de animação que já vi). Fullmetal Alchemist: Brotherhood não é um remake e muito menos uma continuação do original. Ao que parece, o animê parte do ponto onde a animação original difere do mangá. A princípio fiquei um pouco apreensivo com essa versão, afinal é difícil mexer no que é quase perfeito. Sem contar que o final do original (que na verdade terminou num belíssimo filme) para mim é irretocável, e já sei que é bem diferente do final do mangá (que eu só tive oportunidade de ler as três primeiras edições). Ao assistir a nova série, fui rapidamente teletransportado novamente para o universo de FMA. Nem lembrava como tinha gostado do animê. Está tudo lá: os dois cativantes personagens principais com a dublagem original e todos os outros detalhes da intricada trama. Novatos talvez se sintam desconfortáveis de início, por que são jogados dentro do universo sem muitas explicações, mas aos poucos devem ser integrados a história, já que no segundo episódio saberemos mais sobre as motivações de Edward e Alphonse Elric. A animação é simplesmente sensacional, bem melhor do que a já ótima animação original. O primeiro episódio tem cenas de ação muito empolgantes, mas sem sombra de dúvida foca mais no humor, única coisa que estranhei. Fico aguardando o drama que tão bem caracterizou a primeira série nos próximos episódios (e tomara que ele venha mesmo).

Metal pelo mundo
No meu blog antigo falei sobre o maravilhoso documentário Metal - Uma jornada pelo mundo do Heavy Metal (Metal - A headbanger´s journey), apresentado pelo antropólogo canadense Sam Dunn. Quatro anos depois, Dunn viaja ao mundo procurando pelo metal dentro da cultura dos mais diversos países. Mais uma vez o documentarista acerta em cheio no filme, e nos revela curiosidades sobre como pessoas de países extremamente fechados ao estrangeiro têm acesso a um dos estilos musicais mais discriminados do planeta. E a primeira parada é o Brasil, representado principalmente pela banda Sepultura (de quem Dunn é fã), e ainda com entrevistas a integrantes do Angra e do lendário Carlos Lopes, do Dorsal Atlântica (se você gosta de metal e hardcore TEM que conhecer essa banda, a pioneira da junção desses dois gêneros aqui no Brasil). A viagem ainda passa pelo Japão, destacando uma banda que os otakus conhecem bem: X-Japan. E se no primeiro filme o metal norueguês chamou atenção com seu fanatismo religioso, ele faz mais uma macabra participação numa história do metal israelense...

Contra todos (mesmo!)
A banda de hardcore capixaba Dead Fish recuperou seus pontos comigo com seu novo álbum, Contra todos. É o velho feeling de Rodrigo e cia de volta, com uma guitarra apenas, muitíssimo bem conduzida, num álbum direto, que em muito me lembrou o DF que conheci na época do seu álbum mais maduro da fase independente, Afasia. As letra continuam (afinal nunca deixaram de ser) belíssimas poesias urbanas. E o peixe morto realmente é uma daquelas bandas que deveria ser mais conhecida e mais escutada... Mesmo no mainstream o peixe continua fazendo o mesmo hardcore barulhento, contra todas as expectativas! Recomendadíssimo, para aquelas horas em que você quer esmurrar alguém.

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